quarta-feira, 19 de novembro de 2008

A difícil tarefa de ser feliz! (Daniela Costa)


Às vezes, aliás, “ inúmeras vezes”, me pergunto por que é tão difícil ser feliz sendo nós mesmos?
Ao escrever estas considerações, não tenho a pretensão de resolver problemas psicológicos, dramas pessoais, ditar regras de conduta, ou dicas milagrosas de como ser feliz. Nem mesmo quero preocupar-me se o meu português está impecavelmente correto.
O que eu quero mesmo, é escrever...
Compartilhar com quem quer que seja, ou apenas comigo mesma, alguns questionamentos que ficam latentes em minha mente, e que influenciam em meu dia-a-dia. E assim como me perturbam, provavelmente você que está lendo este texto agora, também deve identificar-se com algumas situações.
Não espere nada inusitado, diferente, nem muito especial. Afinal, como eu já disse no título, sou apenas uma mulher comum, com muitas dúvidas para esclarecer.
Como talvez, você também seja, sou apenas mais uma pessoa lutando desesperadamente para sobressair-me em meio à multidão.
E por falar em sobressair, fico pensando por que na maioria das vezes, e para uma grande maioria das pessoas, o que é do outro, é sempre mais interessante.
Sei lá, muitas vezes me pego sentindo que está faltando algo, como se a vida que eu vivo, não fosse a que eu quisesse viver!
Quantas vezes olhamos para alguém e imaginamos que a vida desta pessoa deve ser maravilhosa! Aí eu me pergunto: Será mesmo assim? Ou será que nós é que não enxergamos nosso próprio potencial?
Como você deve estar percebendo, este texto é repleto de interrogações, e vai continuar assim... até que cheguemos a um consenso, ou até que alguém consiga convencer-me do contrário, o que será difícil!
Ser uma pessoa comum, talvez seja mais difícil, do que ser uma celebridade. Você pode até achar engraçado, mas pense bem em sua rotina.
A não ser que você não faça parte deste nosso mundo comum, e já tenha conseguido o seu lugar ao sol, irá concordar que ser apenas “comum”, é complicado!
Para começar, você tem sempre que estar um passo à frente pensando no que poderá ser feito, para que no dia que acaba de iniciar-se, você consiga fazer algo diferente.
E isto não é tão fácil, afinal, o stress faz parte de nossas vidas e como somos simples mortais, até então desprovidos de tanta sorte, fazer com que um dia seja diferente do outro, é coisa para quem têm coragem!
Você acorda, e tudo dependerá do seu humor naquela manhã. Se você estiver bem disposto, talvez anime-se a algumas aventuras, como colocar o som alto, vestir uma roupa mais ousada, usar uma maquiagem mais atrevida, um perfume sensual e sentir-se a própria Angelina Jolie.
Mas, se você olha-se no espelho, dá aquela respirada, observa aquela linha de expressão que saiu não se sabe de onde, olha para aquele cabelo que realmente está péssimo, e sente-se a própria Fiona, “pronto”, um belo dia foi para o ralo.
E será que as celebridades também tem estes problemas de se acharem feias, gordas, insignificantes? Será que pessoas como Rick Martin, já acordaram alguma vez e se sentiram um lixo?
E aquelas pessoas que não chegam a ser nenhum astro de holywood, mas são bem sucedidas. Aquelas que talvez, como você, nasceram no famoso berço de ouro. Tiveram a sorte de terem uma família maravilhosa, uma casa confortável, aulas de balé, judô, etiqueta, inglês, francês, e por aí afora... e ainda receberam muito amor. Será que elas também, volta e meia, sentem-se um fracasso?
Bom, se a resposta for positiva, isso é ótimo para nós, “pessoas comuns”, porque significa que o problema não está na falta de condição financeira, ou em se ser desprovido de beleza, inteligência, malícia, sensualidade, e até de amor.
O problema na verdade estará dentro de cada um nós. E isso realmente é um grave problema, pois, como ser feliz sendo carente do conforto que o dinheiro pode trazer, das vantagens que a beleza pode proporcinar, e do aconchego e segurança que o amor pode nos dar? Você pode me dizer se isso é possível?
Será que ao final, ricos ou pobres, simples ou sofisticados, somos todos iguais?
O que muda talvez seja o meio social no qual vivemos. Mas aí as exigências e as necessidades também serão diferentes, de acordo com cada ambiente em que nos relacionamos. Então o que muda? O que nos falta para sermos felizes?
Que vazio é este que instala-se em nossas vidas, mesmo quando tudo parece estar bem?
Alguns vão dizer que isto não existe. Outros, que é falta de fé, de coragem, e até mesmo de amor próprio. Mas creio que todos nós estamos à mercê destes sentimentos complexos e confusos.
Acredito que esta tal de globalização nos trouxe muitos benefícios, mas também levou para dentro de nossas casas, e consequentemente para dentro de nossas vidas, tanta informação e novidade, que acabamos nos sentindo reduzidos a nós mesmos, ou seja, a seres comuns.
Veja se você concorda comigo.
Quando liga a tv, o que você vê? Isto interfere de alguma forma em sua vida? E quando acessa a internet, ou ouve o rádio, ou utiliza o seu Ipod, o celular, sua câmara fotográfica, e até mesmo o seu notebook, isto influencia em sua vida?
Lembro-me bem que quando pré-adolescente, desejava muito ter uma máquina de escrever para poder redigir alguns poemas, escrever algumas histórias, ou até mesmo um livro!
Como não tive, fui me virando, primeiro utilizando emprestado, depois no trabalho, mais tarde, na faculdade, utilizei os computadores disponíveis, e hoje tenho o meu desejado notebook. Mas confesso que apesar de extremamente útil, a máquina de escrever, naquela época, foi bem mais desejada!
Acho que nós temos uma necessidade constante de obter novas conquistas. Mas será que isto é ruim? Afinal, como manter um relacionamento, um trabalho, se ao final tudo se torna insatisfatório?
Mas voltando ao assunto da globalização, quando não se tinha acesso a tanta novidade, talvez as pessoas se contentassem com suas próprias vidas. Talvez, por não conhecer, não desejariam serem parecidas com a Britney Spears, ou ter o talento do Louis Hamilton, até mesmo a Xuxa, não teria tanta influência sobre as crianças.
Será que adquirir certos conhecimentos contribui para aumentar este vazio constante em nossas vidas?
Claro que se nos muníssemos apenas de conhecimento qualificado, produtivo, enobrecedor, seríamos seres humanos extremamente cultos e bem informados. Mas como não deixar-se influenciar pelo lado negro dos meios de comunicação?
O que você faz para não olhar-se no espelho e achar que está com 5 quilos a mais, porque a moça da TV é magérrima? O que você faz para não sentir que o que você possui é pouco, porque, afinal, nas novelas, até o núcleo pobre é rico, cheio de glamour e romance? E quando o filho do milionário se apaixona pela filha da empregada? Como evitar que ilusões se tornem latentes nos corações de milhares de jovens sonhadoras?
Pode até parecer bobagem, você pode até não ter sido vítima de algo parecido, porque talvez, sua vida tenha sido satisfatória. Mas e as outras milhares de jovens que já sofreram horrores quando viram seu castelo de areais ruir, e tiveram que cair literalmente na real?
E voltando ao nosso questionamento inicial, será que é fácil viver no mundo real? Será que você consegue enxergar outra realidade, que não seja a sua? Será que eu consigo? Ou será que perdemos tanto tempo enxergando os outros que nos esquecemos de avaliarmos a nós mesmos?




5 comentários:

  1. Nooooossa Dani,
    simplemente sem palavras ....
    Você realmente escreve MUITO BEM.
    Seu lugar no SOL está garantido.
    Bjs
    Vilmara

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  2. Excelente trabalho, parabéns!
    Bjus

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  3. Oi minha amiga querida,
    olha realmente vc nasceu para o jornalismo, suas palavras sao demais, sabe aquele texto que vc começa a ler e nao quer parar mais?? pois é, o seu é assim, bjos e NEOQEAV

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  4. Agradeço a todos os meus queridos amigos pelo carinho e pela atenção. Espero poder compartilhar sempre idéias novas com vocês. Bjus

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